Reditario Cassol pede restrição de direitos de presidiários, mas nega apoiar uso de chicote

11/10/2011 - 15h50

O senador Reditario Cassol (PP-RO) afirmou em Plenário, nesta terça-feira (11), que o povo brasileiro apoia seu projeto que restringe direitos a presidiários. De acordo com o senador, são "milhares de manifestações de apoio" nas ruas, por telefone e pela internet. O projeto de lei do Senado (PLS) 542/2011 tem objetivo de revogar vários benefícios aos criminosos. Entre outras medidas, o senador propõe aumento dos prazos para progressão de regime, fim das saídas temporárias para condenados por crimes hediondos e a extinção do auxílio-reclusão.

Além disso, Reditario Cassol propõe a construção de novos presídios em parceria com a iniciativa privada, com previsão de trabalho para os presos. Segundo disse, "a pessoa condenada por crime grave deve sustentar a família com trabalho na prisão". Ele também afirmou já ter pedido um estudo sobre a viabilidade de a família da vítima receber um benefício previdenciário.

Chicote

Segundo o senador, parte da imprensa divulgou que ele queria a "volta do chicote". Reditario Cassol afirmou que as matérias usaram, inclusive, "fotos de presos sendo chicoteados". De acordo com ele, a frase de discurso anterior, na última quinta-feira (6), teria sido usada fora de contexto.

- Em nenhum momento, defendi a volta do chicote. Só expliquei como que fiz parte disso, em subdelegacias e em distritos, como subdelegado. Naquela época, todas as delegacias, os policiais, usavam chicote também. Agora, a imprensa divulgou que eu estava querendo que voltasse o chicote, ainda mostrando em fotografia [alguém] amarrando preso em árvore e o policial metendo chicotada - discursou.

O parlamentar também lamentou por, segundo ele, os militantes dos direitos humanos se lembrarem mais dos criminosos do que das vítimas.

- A violência tem destruído lares e famílias. Os índices de violências têm crescido de forma assustadora - disse.

Suplência

De acordo com Reditario Cassol, não há lugar seguro no Brasil. O senador disse ainda que fazia seu último discurso no Plenário, já que ele é suplente de seu filho, senador Ivo Cassol (PP-RO). De acordo com o gabinete do senador, Ivo Cassol deve voltar ao Senado em meados de novembro. Reditario ainda pediu mais valorização da família, da educação e de princípios éticos e morais.

- Nossa sociedade sofre de uma chaga: a criminalidade. Precisamos de leis mais rigorosas. Tenho fé que o Congresso vai apoiar as mudanças - concluiu.

Da Redação / Agência Senado

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